segunda-feira, 11 de maio de 2020

Tipos de Erupções Vulcânicas

Nas aulas de Ciências Naturais abordámos o Vulcanismo como consequência do dinamismo interno da Terra.

Além de estudarmos como é a estrutura de um aparelho vulcânico, percebemos que nem todas as erupções vulcânicas são iguais, dependem muito de uma característica do magma (e consequentemente da lava) – a sua viscosidade. A viscosidade tem a ver com a resistência que um líquido tem a fluir. Assim, o magma pode ser pouco viscoso ou muito fluido ou então pode ser muito viscoso.

Se o magma for fluido ou pouco viscoso, escorre com facilidade, dando origem a erupções vulcânicas mais calmas – Erupções Efusivas.

Já se o magma for muito viscoso, contém muitos gases e escorre com muita dificuldade podendo solidificar na chaminé vulcânica ou na própria cratera, dando origem a erupções vulcânicas muito violentas – Erupções Explosivas.

Na aula prática simulámos os dois tipos de erupções:

- Erupção Efusiva: podes simular em casa! Como? Faz o procedimento seguinte:
1 – Coloca um recipiente pequeno (copo, copo de iogurte, …) dentro de um recipiente maior (alguidar, por exemplo).
2 – Coloca dentro do copo:
                 a) 3 ou 4 colheres de bicarbonato de sódio (se não tiveres em casa, podes usar o fermento);
                  b) um pouco de detergente.
3 – Mexe a mistura anterior.
4 – Facultativo: se quiseres e tiveres por casa, podes colocar umas gotas de corante vermelho.
5 – Deita, pouco a pouco, vinagre e observa a tua erupção efusiva!

- Erupção Explosiva: este tipo de erupção não pode ser simulado em casa, não só pelo tipo de reagentes utilizados mas também pelos materiais que são libertados aquando da combustão. Simulámos esta erupção num terreno da escola. Este foi o vídeo que fizemos (repara na libertação da nuvem ardente e na formação do cone vulcânico devido à acumulação dos materiais libertados) …


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Morfologia dos fundos oceânicos



No âmbito do capítulo “Dinâmica Interna da Terra”, os alunos estudaram como é a morfologia dos fundos oceânicos e compreenderam que a resposta a muitas questões relacionadas com fenómenos geológicos, estava no fundo do mar!

Novos dados – Morfologia do fundo dos oceanos – Espaço Ciências


Assim, foi pedido aos alunos que em grupo e nas aulas práticas de Ciências Naturais, desenvolvessem uma maquete alusiva ao relevo do fundo oceânico. 

Demos asas à criatividade e liberdade para utilização dos materiais mais adequados, preferencialmente materiais que poderiam reutilizar.

Estes foram alguns dos resultados!






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Fossilização por moldagem

Nas aulas de Ciências Naturais os alunos aprenderam que o processo de fossilização (formação de fósseis) ocorre na Natureza, mas é um fenómeno muito lento, complexo e raro. 

Para facilitar a ocorrência de fossilização devem estar reunidas algumas condições facilitadoras, e uma dela é a temperatura. 

Neste sentido, numa das aulas experimentais, tentámos confirmar se a temperatura baixa promove a conservação, facilitando, deste modo, a fossilização. Para isso colocámos 2 pedaços de fruta trazida pelos alunos (gomos de tangerina, uvas,…), um em cada gobelé, cobrimos as frutas com água e deixámos a repousar durante uma semana. A diferença é que um dos copos foi colocado à janela e o outro foi colocado no frigorífico.


Uma semana depois observámos os resultados…







A fruta do copo que ficou no frigorífico estava conservada… 














Já a fruta que se encontrava no copo junto à janela 
e exposta ao sol, apresentava bolor… 











Confirmámos, então, que o frio ajuda na conservação da matéria orgânica e, por isso, facilita a fossilização.

Depois aprendemos que existem diferentes tipos de fossilização: a incarbonização, as marcas, a conservação/mumificação, a mineralização e a moldagem. Na aula laboratorial simulámos o processo de fossilização por moldagem.

Com plasticinas de cores diferentes e conchas, produzimos moldes, o molde interno - a verde - e externo da concha - a vermelho.


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Paleontologia - O que são e como fazer fósseis?

Paleontologia é a ciência que estuda os fósseis.
"Fóssil - 1) resto ou vestígio de seres vivos do passado, conservado nas rochas de que foram contemporâneos. Como vestígios da sua existência (somatofósseis), consideram-se partes mais ou menos completas do corpo ou a sua impressão (um molde, p. ex.). Como Vestígio da sua actividade (icnofósseis), chegaram até nós as pegadas, os ovos, os coprólitos e os gastrólitos; 2) diz-se de uma forma de relevo, de uma entidade geológica ou de um processo geológico do passado, como por exemplo, arriba fóssil, gelo fóssil, magnetismo fóssil, etc; 3) no sentido mais antigo do termo, fóssil era todo o material que se desenterrava ou extraía de dentro da terra (do latim fossile, desenterrado), o que abrangia os minerais, as rochas e os fósseis (no sentido que hoje lhe damos), os achados pré-históricos e arqueológicos. As expressões carvão-fóssil, combustível-fóssil, ainda em uso, são reminiscências deste conceito. Só no século XVIII o termo passou a ser usado no sentido que hoje tem em paleontologia"(in página 214, Dicionário de Geologia AM Galopim de Carvalho - Lisboa: Âncora Editora, 2011).

Palestra de Paleontologia - Professor Celestino Coutinho na E. S. Luís de Freitas Branco
Nos dias 22 e 26 de Novembro tivemos a honra de receber a colaboração do Professor Celestino Coutinho no ensino da paleontologia aos sétimos anos.
O Professor é detentor de vastos conhecimentos sobre fósseis e está especialmente interessado em pegadas de dinossauros, as quais procura, frequentemente, no país e no estrangeiro.
Foi docente na Escola Básica Joaquim de Barros, do Agrupamento de Escolas de Paço de Arcos, onde fundou, há várias décadas, o Grupo de Paleontologia, cujo trabalho tem sido vencedor de diversos e prestigiados prémios.
O professor apresentou-nos alguns dos muitos trabalhos que tem realizado, com os seus alunos e com investigadores estrangeiros, de reconhecido mérito, no âmbito da Paleontologia. Disponibilizou-nos diversos fósseis, por si encontrados, tendo tido os nossos alunos a oportunidade de os observar, tactear e cheirar.
Os alunos observaram trilobites do Ordovícico (Mação), uma mosca do Mesozoico, peixes do Cretácico inferior (Brasil), dentes de dinossauros do Cretácico e ofiurídeos do Silúrico (Atlas-Marrocos). Os alunos puderam até sentir o odor dos coprólitos - fezes fossilizadas, de dinossauros, com 150 Ma de idade.
As professoras Francisca Carvalho e Sónia Costa agradecem a colaboração do professor Celestino Coutinho.

Para saberes mais sobre esta conferência consulta o seguinte website:

Se vires e ouvires, com muita atenção, o seguinte vídeo vais aprender facilmente este novo tema. 

Poderás ainda repetir as experiências descritas no vídeo e produzir os teus próprios fósseis.










Tipos de Rochas Sedimentares

As rochas sedimentares dividem-se em três tipos, consoante a origem dos sedimentos que as constituem: detríticas que resultam de sedimentos provenientes de outra rochas, as biogénicas, que resultam de restos de seres vivos e as quimiogénicas que resultam de substâncias químicas dissolvidas na água que são depois depositadas.


Numa aula prática de Ciências Naturais caracterizámos e classificámos várias rochas sedimentares. Analisámos vários parâmetros: a cor, a reação com o ácido clorídrico, o cheiro a barro quando bafejado e a presença de resto de seres vivos.

Algumas das amostras que trabalhámos foram:

  •       calcário Rochas sedimentares - SENAI Blumenau - Sala 101 - YouTube


  • calcário conquífero Calcário conquífero | museu@aefm.pt

  • carvão Consumo de carvão caiu 4,7 por cento em 2016

  • arenito Ambiente Natural e Biodiversidade

  • argilito Argilito | museu@aefm.pt

  • e conglomerado. Ambiente Natural e Biodiversidade

domingo, 10 de maio de 2020

Sedimentação

Na disciplina de Ciências Naturais as turmas estudaram as “fases de formação de rochas sedimentares” que são: meteorização, erosão, transporte, sedimentação e diagénese.


 Posteriormente, na aula experimental, os alunos realizaram uma atividade prática para compreender melhor a fase da sedimentação e como se depositam os sedimentos com diferentes tamanhos. 

Depois de reunido o material necessário, foi misturado num gobelé o material detrítico de diferentes granulometrias. 

A seguir os alunos verteram esta mistura, de uma só vez, numa proveta que já continha água. 

Depois de analisados os resultados obtidos, os alunos confirmaram o que aprenderam na aula teórica: os sedimentos maiores ficaram em baixo, os médios no meio e os mais pequenos ficaram à superfície.



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Geologia da Praia de Paço de Arcos

Numa aula laboratorial de Ciências Naturais os alunos foram à praia de Paço de Arcos estudar a geologia da zona.


Foram feitas várias paragens. Na primeira observámos areia que é uma rocha sedimentar que forma as praias continentais e que resulta da meteorização (alteração, desgaste) de outras rochas.


Depois observámos o granito que é uma rocha magmática plutónica, com minerais bem visíveis a olho nu, pois esta rocha resultou de um arrefecimento lento do magma, em profundidade. Neste caso, os granitos que observámos foram trazidos para este local pelo Homem.


Na segunda paragem observámos xisto que é uma rocha metamórfica que foi trazida pelo Homem para o paredão.


Na terceira e última paragem observámos os campos de lapiaz, relevo típico de paisagens calcárias. O calcário é uma rocha sedimentar de cor clara, mas cuja cor pode variar dependendo do seu grau de alteração. Junto ao mar, vimos, por exemplo, que o calcário é mais escuro… 


Como sabemos que o calcário é formado por um mineral que é a calcite, quisemos confirmar se também reage com o ácido clorídrico… Sim, faz efervescência!



Finalmente também observámos os seixos de basalto que é uma rocha magmática vulcânica e que foi trazida pelo rio Tejo.


Uma aula diferente, produtiva e divertida! Porque ao sair também aprendemos e consolidamos as aprendizagens!